Chegou o 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, data instituída pela ONU que faz memória ao 1º Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas, ocorrido em Santo Domingo (República Dominicana), em 1992. A intenção é de dar visibilidade à história e às lutas de mulheres negras da região.
No Brasil, a Lei n° 12.987 de 2014 instituiu a data de 25 de julho como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A rainha Tereza de Benguela, chefiou o Quilombo de Quariterê, o maior do Mato Grosso, por 20 anos (1720 a 1740).
O território chefiado por Tereza de Benguela era autossustentável. Nele se fazia o cultivo de algodão, milho, feijão, mandioca e banana, além da venda de excedentes, produção de tecidos e objetos de ferro. Possuía um sistema de parlamento para decisões coletivas e um aparato de defesa bem articulado.
A seção Sinasefe-Acre reverencia a cada uma das mulheres negras em suas lutas, projetos e realizações, que ocupam a todos os lugares, na ciência, nos escritórios, em casa, nas ruas, nos palcos, nas tribunas… Mudam a história do mundo com sua resistência.
Fontes – texto: Portal Alma Preta | Imagem: Reprodução/National Geographic Brasil (site)/ pintura “Femme noire assise de face” (1911), do artista francês Félix Vallotton
